Videogames moldam nossa cultura. Por que falamos tão pouco disso?

Luiz Henrique Matos


Li, recentemente, a entrevista de Shigeru Miyamoto para a New Yorker. Designer e produtor responsável pela criação de franquias que fazem sucesso até hoje, como Mario (1985), Donkey Kong (1981) e Zelda (1986), Miyamoto é uma lenda dos videogames, condecorado pelo governo japonês por sua contribuição cultural e principal nome por trás da estratégia da Nintendo – e do império midiático que está criando – há quase cinco décadas. E se tem uma figura que me ajuda a ponderar a visão de que o uso de telas não é intrinsecamente ruim, é esse sujeito.

Mas, da entrevista toda, gosto em especial de quando é perguntado sobre que tipo de mundo criaria se fosse o designer deste aqui em que vivemos e diz que “gostaria de poder fazer com que as pessoas fossem mais atenciosas e gentis” (em tradução livre).

Cecília consegue criar universos inteiros no Minecraft, enquanto eu carrego a certeza de que terei uma crise de labirintite só de assistir aos movimentos de Alex, sua personagem, pela tela. Ela também anda às voltas com o último Zelda e se distrai com jogos no meu celular.

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Fonte da notícia: UOL Tecnologia https://www.uol.com.br/tilt/colunas/luiz-henrique-matos/2026/11/07/videogames-moldam-nossa-cultura-por-que-falamos-tao-pouco-disso.htm