O uso do app também aumentou mais de três vezes no Irã, já que o fechamento da internet pelo governo, com o objetivo de reprimir protestos, forçou as pessoas a procurarem soluções alternativas, mostraram os dados.
Dorsey, que disse ser “parcialmente culpado” pela centralização da internet e que se arrepende disso, lançou o Bitchat no ano passado, depois do que ele disse ter sido uma semana de programação em julho.
O aplicativo tem uma interface de usuário mínima e não requer login – seu aumento de popularidade lembra o papel amplificador que o Twitter desempenhou na Primavera Árabe, permitindo que os ativistas transmitissem imagens em tempo real de protestos e brutalidade policial.
Ao contrário do Twitter, que agora se chama X e é controlado pelo bilionário Elon Musk, o Bitchat não exige conectividade com a internet ou com o celular. Ele usa a tecnologia de malha Bluetooth para criar uma rede descentralizada e desplugada da internet, na qual uma mensagem de um usuário utiliza o telefone de outra pessoa como um trampolim para fazer o texto saltar até chegar ao destino.
Ativistas durante os protestos pró-democracia de Hong Kong em 2020 recorreram a aplicativos como o Bridgefy, que utiliza a mesma tecnologia. O Bridgefy também foi baixado mais de 1 milhão de vezes em Mianmar em 2021, depois que militares do país tomaram o poder.
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Fonte da notícia: UOL Tecnologia https://www.uol.com.br/tilt/noticias/reuters/2026/01/14/ugandenses-e-iranianos-recorrem-a-aplicativo-de-mensagens-offline-de-fundador-do-twitter.htm







