Um internauta denunciou as mensagens pelo próprio aplicativo, mas recebeu a resposta de que nenhuma regra da plataforma havia sido desrespeitada. Os comentários continuaram disponíveis, e o usuário decidiu procurar o MPF.
O órgão abriu uma investigação e notificou a ByteDance. Inicialmente, a empresa afirmou que a parte técnica do TikTok era responsabilidade de outra companhia do grupo, sediada em Singapura. Também pediu que o Ministério Público informasse os endereços eletrônicos de cada comentário questionado.
O MPF fez uma perícia para identificar as mensagens e atender ao pedido. Foram encontrados 5.996 comentários na publicação. Desse total, 622 tinham palavras e expressões relacionadas ao tipo de discriminação racial investigado.
Depois de receber as informações, a empresa afirmou que tinha ferramentas eficientes de moderação automática e humana e que os comentários apontados já não estavam mais visíveis.
Para o MPF, o resultado mostra que o TikTok não conseguiu impedir a circulação de mensagens racistas mesmo depois de ser informado sobre as expressões usadas pelos usuários. Na avaliação do órgão, a permanência desses comentários contraria o dever da empresa de combater a discriminação racial.
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Fonte da notícia: UOL Tecnologia https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/11/04/mpf-pede-r-200-milhoes-do-tiktok-por-falhas-no-combate-ao-racismo.ghtm







