Entende-se que a habilitação para a prática clínica da psicanálise não deve se restringir à formação universitária anterior em psicologia ou em medicina, mas deve passar por uma entidade historicamente reconhecida de formação de psicanalistas.
Contra esta posição há o interesse regrado de faculdades particulares que querem abrir cursos de psicanálise que, mesmo não regulamentados, hoje compreendem mais de 10 mil estudantes.
Há também o interesse de escolas livres, grupos de estudo, cursos de extensão oferecidos de forma digital ou presencial, de boa ou má fé, operando com ou sem rigor, intensificando e disseminando o estudo e o interesse pela psicanálise no Brasil, particularmente depois da generalização dos cursos e dos atendimentos online.
Este grupo vasto de projetos e livres iniciativas independentes não é homogêneo. Dentro dele, vigoram interesses os mais diversos, destacando-se entre eles, historicamente a vontade de grupos religiosos notadamente evangélicos, que desde os anos 1980 tentam se apresentar como “órgão de regulação” da psicanálise junto ao Estado.
Estudo de caso: O assédio periférico regulamentado
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Fonte da notícia: UOL Tecnologia https://www.uol.com.br/tilt/colunas/blog-do-dunker/2026/08/23/por-que-e-um-erro-de-transformar-a-clinica-psicanalitica-em-bacharelado.htm







