Tem surgido deepfakes feitas para constranger mulheres, para sexualizar crianças, e o pivô dessa história é o Grok, que é a inteligência artificial da xAI. Ele conseguiu concatenar o ódio de vários países e várias agências regulatórias, justamente porque colocou na mão de vários usuários e permitiu que as pessoas fizessem deepfakes de crianças e mulheres -e também deepnudes, que é a versão mais nefasto das deepfakes.
Helton Simões Gomes
Além de voltar os olhos para os usuários que criam e espalham esse conteúdo, é preciso não deixar de fora da discussão as empresas que desenvolvem e oferecem as ferramentas de IA e as redes onde o material sintético circula. Helton chama a atenção para o esforço que as plataformas fizeram para reduzir a pirataria de música em vídeos: bastou vontade para criarem barreiras e sistemas de controle.
O desafio é padronizar esse tipo de identificação entre empresas, ainda que várias delas se unam em consórcios para criar normas a serem adotadas pela indústria. O “jogo de gato e rato” envolve ainda modelos de IA de código aberto que podem ter camadas de segurança removidas por outros desenvolvedores.
Para Cortiz, a saída passa por duas frentes simultâneas: tecnologia e regulação, para forçar as empresas a adotar soluções. Ele ainda lembra que 2026 é ano eleitoral no Brasil, o que aumenta a urgência de discutir como limitar a proliferação de deepfakes.
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Fonte da notícia: UOL Tecnologia https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/03/05/por-que-as-deepfakes-destroem-a-realidade-como-a-conhecemos.htm




