China acelera na corrida da IA com estratégia baseada em baixo custo

17.jul.26 - O presidente chinês, Xi Jinping, discursa na cerimônia de abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai, na China


Em seu discurso de abertura, Xi Jinping defendeu a cooperação internacional na área. O presidente chinês afirmou que a IA não deve ser privilégio de um único país e defendeu uma abordagem global centrada no ser humano, além de uma regulação para enfrentar os riscos. Colocar o tema em pauta é um forte sinal enviado pela China, que se tornou indispensável na corrida global pela inovação, a ponto de levantar questionamentos sobre seu peso diante dos gigantes americanos.

Em janeiro de 2025, a startup chinesa DeepSeek lançou um novo modelo de IA de altíssimo desempenho, suficiente para abalar Wall Street e provocar a queda das ações de tecnologia nos Estados Unidos. Em junho de 2026, foi a vez de outro laboratório chinês, a Zhipu, também chamada de Z.ai, apresentar a mais recente versão de seu modelo de IA, o GLM-5.2. O momento escolhido não foi por acaso: ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, a OpenAI e sua principal concorrente, a Anthropic, viram a publicação de vários de seus modelos mais avançados ser adiada pelas autoridades.

Além disso, enquanto as duas empresas americanas, criadoras respectivamente do ChatGPT e do Claude, preparam suas ofertas públicas iniciais de ações e buscam a todo custo o apoio financeiro do governo Trump, elas enfrentam um ambiente cada vez mais hostil nos Estados Unidos. O público e os políticos americanos levantam dúvidas sobre a construção de imensos centros de dados e sobre os efeitos da inteligência artificial na cibersegurança e no emprego.

Enquanto os americanos se dividem, os chineses aceleram. Segundo alguns especialistas, os gigantes chineses da IA estariam agora apenas seis meses atrás dos líderes do setor, como OpenAI, Anthropic e Google.

Essa diferença diminui justamente no momento em que ocorre uma mudança entre as empresas que adotam a IA. Elas buscam, simplesmente, retorno sobre o investimento. E é aí que os chineses têm uma carta na manga, avalia Michael Aim, fundador da Datamensio, uma plataforma dedicada à transformação empresarial.

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Fonte da notícia: UOL Tecnologia https://www.uol.com.br/tilt/ultimas-noticias/rfi/2026/07/17/china-ganha-espaco-na-corrida-da-ia-com-estrategia-baseada-em-baixo-custo.htm