Regras comerciais da Meta: suspensão após pressão global


A suspensão abrange os termos comerciais, de catálogo de produtos, de anúncios de autosserviço e de inteligência artificial generativa para criação de anúncios. A empresa também publicou uma atualização na central de ajuda para negócios.

As regras deveriam entrar em vigor inicialmente em 30 de outubro, mas a Meta adiou a data após a repercussão negativa. Em 28 de outubro, o vice-presidente de comunicação da empresa, Andy Stone, disse que a companhia consultaria editoras e representantes do setor.

Reação em diferentes países

Tribunais do Brasil e da Noruega concederam decisões liminares para impedir a entrada em vigor dos termos. As decisões vieram após ações de organizações de mídia nos dois países.

No Reino Unido, a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA, na sigla em inglês) abriu investigação sobre as condições propostas pela Meta. O órgão avalia se a empresa estaria abusando de sua posição dominante ao impor condições consideradas exploratórias a editoras e anunciantes.

Nos Estados Unidos, parlamentares dos dois principais partidos também questionaram a proposta. No fim de outubro, os senadores Adam Schiff, democrata da Califórnia, e Marsha Blackburn, republicana do Tennessee, pediram ao presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, a retirada dos termos.





Fonte da notícia: UOL Tecnologia https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/11/07/meta-suspende-novas-regras-de-coleta-de-conteudo-apos-pressao.ghtm