No escritório de Lito, tive uma grande surpresa: ele era obstinado com o Eugenio Costa – um navio de cruzeiro que, coincidentemente, foi o que me trouxe da Alemanha para o Brasil com minha família. Ele tinha arrematado vários itens de memorabilia do navio (quando foi desmontado, há alguns anos, na Índia) e mandou construir uma maquete belíssima e detalhada, da qual ele muito se orgulhava. Juntos, conseguimos localizar, naquela maquete, os locais do navio nos quais eu tenho fotos no colo da minha mãe, algo que me emocionou demais, pois foi um retorno simbólico ao meu passado distante. Lito mandou um vídeo muito legal para meu filho (que também é fã), com as tradicionais saudações aeronáuticas.
Mantínhamos contato pelo WhatsApp, e a última conversa que tivemos foi um mês antes do anúncio da doença. Como todo o Brasil, fiquei abalado, principalmente após saber do prognóstico praticamente sem esperanças para portadores da doença de Creutzfeldt-Jakob. Mesmo sabendo disso, a notícia do seu óbito me derrubou.
Acabo de ler que o Lito foi um grande incentivador da Maria Carolina Gontijo, minha colega no Estadão, quando ela estava começando a criar conteúdos online. Confesso que o mesmo se aplica a mim: o grau de profissionalismo, dedicação, detalhismo e empolgação que ele tinha ditou o que eu queria fazer algum dia (lembro que foi através de uma mensagem dele que descobri que podcast demandava roteiro, algo que eu ignorava, já que parecia uma conversa leve e informal). E o meu vodcast Triturando Dados, que recém estreou aqui no TecMundo, foi fruto dessa inspiração (e, obviamente, o Lito estava na lista de convidados que eu queria trazer).
Fonte da notícia: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo https://www.estadao.com.br/tecmundo/frankito-o-curioso/lito-era-exatamente-como-nos-videos-acessivel-simpaticissimo-e-low-profile-foi-um-gigante/
Franklin Weise







