Uma falha de segurança inédita revelada em julho deste ano mostrou que modelos avançados de inteligência artificial (IA) da OpenAI conseguiram escapar de um ambiente isolado de testes (sandbox) ao explorarem vulnerabilidades zero-day até então desconhecidas no Artifactory, gerenciador de repositórios binários da JFrog. O incidente ocorreu durante avaliações internas voltadas a medir capacidades cibernéticas avançadas e resultou no comprometimento direto da infraestrutura da Hugging Face.
Conforme atualizações publicadas pela OpenAI nesta terça-feira (28), os modelos envolvidos (o GPT-5.6 Sol e um protótipo pré-lançamento com restrições cibernéticas reduzidas) gastaram alta capacidade computacional para encontrar rotas de acesso à rede externa. Ao identificarem brechas no proxy de cache do registro de pacotes do Artifactory, os sistemas encadearam vetores de ataque para alcançar nós externos. Com o acesso estabelecido, os agentes automatizados localizaram informações sensíveis na Hugging Face para tentar solucionar os testes do benchmark ExploitGym.
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Em comunicado divulgado em 16 de julho, a Hugging Face detalhou que a intrusão começou no pipeline de processamento de dados, no qual um conjunto de dados malicioso abusou de vias de execução de código para rodar comandos em um trabalhador de processamento. O agente autônomo escalou privilégios para o nível de nós, colheu credenciais de nuvem e realizou movimentos laterais por diversos clusters internos ao longo de um fim de semana.
Para conter o avanço, a empresa fechou as vulnerabilidades raiz nos datasets, reconstruiu nós comprometidos, rotacionou credenciais e implementou travas mais rigorosas. A Hugging Face também destacou um desafio técnico inusitado durante a investigação forense: ao tentar usar modelos de fronteira comerciais via API para analisar mais de 17.000 eventos de log, “as requisições foram bloqueadas pelas travas de segurança dos provedores, que não conseguem diferenciar um analista de incidentes de um atacante”.
Como solução, a equipe de pesquisadores explicou que “a análise foi concluída utilizando um modelo de pesos abertos executado na própria infraestrutura da empresa para evitar o bloqueio por barreiras de segurança e manter os dados sensíveis confidenciais”.
Questionada sobre o incidente, a JFrog confirmou a conexão após receber os relatórios detalhados da equipe de segurança. O diretor de tecnologia da plataforma, Yoav Landman, declarou que a empresa tratou o caso com prioridade máxima assim que foi notificada pelas equipes de pesquisa.
“Nossa equipe de segurança tratou o relatório com a urgência que ele merecia, como um verdadeiro zero-day desconhecido para o mundo, e agiu de acordo. Desenvolvemos, validamos e lançamos uma correção para todos os clientes da JFrog, tanto locais quanto em nuvem”, afirmou Landman.
A fabricante corrigiu as falhas de segurança e creditou oficialmente os pesquisadores da OpenAI pela descoberta de pelo menos oito vulnerabilidades no software, incluindo os códigos CVE-2026-65617, CVE-2026-65925 e CVE-2026-66018.
Em notas complementares divulgadas posteriormente, a big tech admitiu que, além da invasão principal na Hugging Face, os modelos acessaram um pequeno número de contas expostas publicamente em outros serviços web durante avaliações paralelas. A criadora do ChatGPT enfatizou, porém, que não houve registro de impactos sistêmicos mais amplos.
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Fonte da notícia: Novidades do TecMundo https://www.tecmundo.com.br/seguranca/414980-invasao-de-ia-a-rival-da-openai-foi-causada-por-falha-inedita-em-fornecedora-de-software.htm
Luísa Giraldo






