Novo chip do Google pode ter Gemini direto no silício, diz site

Novo chip do Google pode ter Gemini direto no silício, diz site


O Google supostamente trabalha em um novo chip para servidores que pode integrar a tecnologia do Gemini diretamente no hardware do produto. As informações foram reveladas pelo site The Information e detalham como a companhia busca combater uma possível escassez de capacidade computacional nesse setor.

Chamado internamente de Frozen v2, o Google parece ter um plano bem agressivo para esse tipo de chip. Uma das ideias reportadas é que partes da arquitetura do Gemini seriam inseridas diretamente no silício do chip. Em outras palavras, é como se “imprimissem” a IA no próprio processador.

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Esse tipo de abordagem pode ter algumas vantagens significativas para o ecossistema do Google. Uma das vantagens é que haveria uma redução na quantidade de cálculos e na movimentação de dados para processar as solicitações dos usuários. Como a implementação seria nativa, o processo pode ser mais rápido.

Gemini se tornou o grande carro-chefe do Google (Imagem: Kenneth Cheung/Getty Images)

Engenheiros da companhia estimam que o novo chip poderá processar entre seis e dez vezes mais tokens por unidade de energia do que os atuais chips personalizados do Google, as Unidades de Processamento de Tensor (TPUs). Uma das grandes preocupações é tornar o chip eficiente, ou seja, consumir menos energia.

Por que o Google precisa de um novo chip?

Por mais que o Google seja uma das empresas que melhor lida com a corrida de inteligência artificial, a empresa não está isenta de problemas. Uma crise de infraestrutura teria atingido o núcleo de operações de IA da gigante, principalmente no que diz respeito a uma possível falta de poder de processamento bruto.

O desenvolvimento de um chip avançado como o Frozen v2 poderia cessar esses gargalos, que forçaram até a divisão do Google Cloud a recusar contratos de clientes externos. Essa crise que assolou a empresa da Alphabet fez com que um contrato mensal bilionário com a SpaceX fosse firmado recentemente.

Além dos problemas internos, o Google também precisa se preocupar com o mercado externo, dado o desenvolvimento acelerado da Anthropic e OpenAI. Não apenas há essa preocupação com as rivais ocidentais, como com os modelos de IA chineses do Alibaba e Moonshot AI, que avançam rapidamente.

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Ações da Alphabet tiveram alta de 3% após as informações sobre o Frozen v2 (Imagem: Erman Gunes/Getty Images)

Mesmo que o Frozen v2 aparente ser uma boa ideia no papel, desenvolver um chip dessa magnitude não é fácil. Além do extenso trabalho de pesquisa e desenvolvimento, a fabricação do silício deve custar uma fortuna. Também pesa o fato que esse chip só será útil se o Google mantiver a arquitetura do Gemini constante. Qualquer alteração no software tornaria esse hardware um produto obsoleto.

Em nota compartilhada com a CNBC, um representante do Google explica que as equipes “pesquisam e experimentam constantemente novas inovações ao projetarem hardware e software desde o início”. O The Information indica que a empresa trabalha para lançar esse chip a partir de 2028.

Por falar no Google, a empresa pode ter adiado a versão 3.5 Pro do Gemini para melhorar a capacidade de programação do modelo de IA. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.



Fonte da notícia: Novidades do TecMundo https://www.tecmundo.com.br/mercado/414675-novo-chip-do-google-pode-ter-gemini-direto-no-silicio-diz-site.htm

Felipe Vitor Vidal Neri