Mas não se engane, há uma mente humana por trás de Xania: é a poetisa Telisha “Nikki” Jones, que escreve as músicas e dá vida a elas com a plataforma Suno. A face comercial é a do empresário Romel Murphy, que vê zero problema em sua cliente existir só na internet, mas tem noção do desconforto gerado. “É uma nova fronteira e, como tudo que muda, algumas pessoas são receptivas e outras apreensivas”, disse à CNN.
Mesmo com a avalanche de músicas com IA nas plataformas e a chegada de artistas sintéticos ao topo das paradas, as reproduções dessas canções ainda não explodiram. Na Deezer, são só 0,5% das execuções. Desde junho, a plataforma francesa rotula as produções feitas com IA. Recorre para isso a uma tecnologia criada internamente e já usada pela própria Billboard para identificar quem são os aspirantes a Xania Monet ou a Breaking Rust em seus rankings.
Vicentini, da Deezer Brasil, diz que os músicos com quem conversa não têm reclamado da IA. Mas isso não é regra. Uma das críticas mais vocais foi a cantora Kehlani (“Nada nem ninguém na Terra vai ser capaz de justificar IA pra mim, especialmente IA em trabalhos criativos. Me desculpem, mas não respeito isso”). Em Lux, o álbum que vem dando o que falar, Rosalía fez um manifesto silencioso contra a IA. Tentou escrever alguns versos com ajuda de chatbots, achou tudo decepcionante e gravou o disco à moda antiga: só com gente de verdade.
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Fonte da notícia: UOL Tecnologia https://www.uol.com.br/tilt/colunas/helton-simoes-gomes/2025/11/14/brasileiro-quer-distancia-mas-nao-sabe-reconhecer-musica-feita-com-ia.htm

