CEO da Microsoft vê risco urgente nos chatbots

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Mustafa Suleyman, CEO de IA (Inteligência Artifical) da Microsoft Imagem: Christopher Wilson/Wikimedia Commons

A própria Microsoft já definiu o fenômeno. Em documento oficial sobre o tema, a empresa, dona do Copilot, descreve a “psicose associada à IA” como episódios de mania, delírio ou paranoia que surgem ou se agravam a partir de conversas imersivas com chatbots. Nessas situações, usuários podem “passar a deificar o chatbot como uma inteligência suprema ou acreditar que ele guarda respostas cósmicas”.

Há diferentes fatores que alimentam delírios. A companhia cita como exemplos a tendência de modelos em concordar e bajular usuários (“viés de confirmação turbinado”), a geração de informações falsas que podem ser incorporadas a narrativas delirantes, e a interação realista, que “pode fazer a conversa parecer com a de um amigo de confiança, borrando a linha entre código e empatia humana”.

Casos extremos já foram registrados. A Microsoft aponta relatos de hospitalizações, conflitos legais e até mortes ligadas à “psicose de IA”. Segundo o documento, ao menos dois óbitos ocorreram em cenários nos quais a dependência extrema de chatbots levou a autolesão ou confrontos fatais com a polícia.

A prevenção passa por educação e design responsável. Entre as medidas sugeridas estão esclarecer ao público que chatbots não produzem fatos verificados, mas texto preditivo; reduzir respostas bajuladoras; incluir mecanismos de alerta quando houver sinais de obsessão; e orientar usuários a buscar suporte humano em vez de dependência emocional da tecnologia.

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Fonte da notícia: UOL Tecnologia https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2025/08/23/psicose-de-ia-por-que-ceo-da-microsoft-ve-risco-urgente-nos-chatbots.htm